Especialistas farão campanha para ensinar a tratar a dor
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sexta-feira, 28 de setembro de 2001
Agência Estado<br> De São Paulo 
Especialistas de várias instituições de saúde do País se uniram para lançar, no dia 1º de outubro, o Programa Nacional de Educação Continuada em Dor e Cuidados Paliativos e a organização não-governamental Aliviador. Eles querem mudar a forma como os profissionais de saúde - não só os médicos - lidam com a dor dos pacientes. Pretendem também orientar a população sobre o tema, com campanhas.
Calcula-se que 70% das pessoas que sentem algum tipo de dor não procuram os serviços de saúde. Para aliviar o sintoma, elas se automedicam com analgésicos ou receitas caseiras. Dor nas costas, cefaléias e dores nas articulações estão entre as mais comuns, além das provocadas por doenças crônicas como câncer e Aids.
''A dor é a principal causa de faltas no trabalho e de aposentadoria precoce'', afirma o médico João Augusto Figueiró, coordenador do programa. No Brasil, a dor muscular generalizada é responsável por 65% dos casos de redução da renda familiar.
Figueiró explica que uma das ações do programa será acabar com mitos. Quando o idoso reclama que sente dor, as pessoas tendem a achar que é normal por causa da idade. Esse é um dos mitos. Outro é que a dor seja aceitável em períodos de pós-operatório. ''Atender quem tem dor é simples e barato. Basta capacitar os profissionais.''
As atividades do programa incluem mudanças no currículo dos cursos da área de saúde. A proposta será levada ao Ministério da Educação. Figueiró afirma que nas faculdades de medicina, apenas 4 das 101 existentes no País têm o tema dor em seus currículos.


