Especialistas estudam retirada da embarcação
Curitiba- Dois especialistas em sinistros de navio holandeses, um inglês e um da Petrobras iniciaram, ontem, a avaliação das condições em que se encontra o navio VicuÀa para definir como será a retirada da carcaça da embarcação do píer da empresa Cattalini. O navio estava atracado para descarregar 14 milhões de litros de metanol. Por determinação da Capitania dos Portos do Paraná, o terminal de inflamáveis da Cattalini e da Petrobras continuavam interditados.
O planejamento dos peritos terá de ser aprovado pela Capitania dos Portos. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Eduardo Gomes Pinheiro, os prazos para início dos trabalhos de remoção do navio seriam discutidos em uma reunião ontem. Ele informou que peritos da Polícia Federal estiveram, ontem, no interior do navio para uma primeira avaliação das possíveis causas do acidente.
A Capitania dos Portos informou que os peritos do grupo de apoio técnicos instituído pela Diretoria de Portos e Costas (DPC) também já iniciaram as investigações das causas da explosão. As informações subsidiarão o inquérito adminstrativo instaurado pela Capitania. Ontem, a Capitania dos Portos expediu nova portaria, proibindo atividades de mergulho em um raio de dois quilômetros da área do acidente.
A empresa Cattalini não tem levantamento do prejuízo causado pela explosão, que danificou parte do concreto do píer e amassou tubulações que transportam os produtos aos tanques de armazenamento. Segundo a empresa, só após a retirada dos destroços do navio será possível avaliar os danos. A Cattalini não divulga o prejuízo com a interdição do terminal.
Quatro tripulantes do navio prestaram depoimento, ontem, à PF. Ao todo, 24 pessoas que estavam no navio se salvaram da explosão e quatro desapareceram. Dois corpos foram localizados anteontem e outros dois continuam desaparecidos.
As buscas, segundo a Capitania dos Portos, estão sendo feitas pelo navio balizador Mário Seixas em toda a Baía de Paranaguá e áreas vizinhas. Os corpos dos dois chilenos mortos no acidente José Eduardo Obreque Manzo, 38 anos, e Juan Carlos Sepúlveda Adriasola serão levados para Valparaíso, no Chile, onde serão enterrados.(A.L.)





