São Paulo, 05 (AE) - Peritos do Instituto de Criminalistica (IC) de São Paulo começam amanhã (06) a analisar os computadores e disquetes apreendidos na semana passada na Prefeitura e na casa do secretário de Governo, Carlos Augusto Meinberg. A informação é do diretor do IC, Valdir Santoro. O objetivo é fazer a análise dos arquivos armazenados nos 12 computadores e 124 discos magnéticos flexíveis apreendidos pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual (MPE).
"Vamos verificar o conteúdo dos arquivos na memória dos computadores e nos disquetes", disse Santoro. Segundo ele, a requisição da perícia foi formalizada hoje à tarde pelo delegado Maurício Correali, presidente do inquérito policial que investiga o caso. O objetivo dos policiais e promotores é coletar mais subsídios para as investigações sobre irregularidades na administração municipal. Na visão dos promotores, a investigação do material da Secretaria do Governo é estratégica, pois a pasta centraliza as ações do Executivo municipal. Peritos serão deslocados para o trabalho, que deve ser concluído em 30 dias. No fim, será elaborado um relatório a ser remetido para Correali e os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). "Os peritos irão trabalhar no fim de semana para que o trabalho seja concluído no menor prazo possível", afirmou Santoro.
Hoje, ele foi chamado para uma reunião com delegados e promotores para oficializar a perícia. Os responsáveis pelo caso foram sendo criticados pela demora no andamento das investigações. Santoro não quis rebater a crítica. "Não posso emitir juízo de valor sobre isso", resumiu.
A análise dos computadores e disquetes terá um plano de ação para melhorar o trabalho da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPE). "Estarei em contato permanente com o delegado para discutirmos as informações que são relevantes para as investigações", informou Santoro.
O juiz-corregedor do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo), Maurício Lemos Porto Alves, determinou hoje que a perícia seja acompanhada por um funcionário da Prefeitura. O diretor do IC recebeu com surpresa a determinação. "Se for uma determinação judicial, temos de cumprir", disse Santoro.
Anteriormente, ele havia afirmado que não seria possível alguém de fora do IC acompanhar o trabalho dos peritos. "Isso nunca aconteceu e acho estranho uma ordem dessa", disse Santoro.

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