São Paulo, 12 (AE) - No 13º Congresso Internacional de Cefaléia, que começa amanhã em Salvador, especialistas de vários países discutirão os novos tratamentos para esse mal, que é conhecido popularmente como dor de cabeça e afeta mais de 90% da população mundial. "Temos hoje no País drogas específicas para pessoas que sofrem de dor de cabeça", explicou Edgard Raffaelli
fundador da Sociedade Brasileira de Cefaléia. Entre eles, o médico citou o remédio Excedrin, do Laboratório Bristol Myers Squibb. Além do que já existe para combater a cefaléia, Raffaelli assinalou que este ano foram lançados no Brasil três produtos contra enxaqueca - uma dor mais violenta.
"Existe tratamento para dor de cabeça e enxaqueca", alertou. "O importante é saber quando procurar o especialista." Segundo Raffaelli, mais de uma dor de cabeça por mês já é indicativo de um problema que precisa ser tratado com acompanhamento médico.
Outro assunto abordado no encontro será o impacto da enxaqueca na qualidade de vida das pessoas e na economia do País. Uma das pesquisas a serem apresentadas envolve um estudo com 1.890 funcionários do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, constatando que 33% sofrem de enxaqueca.
No total, 6,2 horas de trabalho por mês foram perdidas em decorrência da dor. Em um ano, 91 mil horas foram desperdiçadas. De acordo com Marcelo Eduardo Bigal, do Grupo de Cefaléia da USP de Ribeirão, o hospital perdeu R$ 450 mil. "Os funcionários gastaram R$ 82,5 mil com medicamentos para o problema", disse Bigal. Para ele, uma forma de evitar a enxaqueca é criar salas de repouso, onde o funcionário pode descansar quando a dor o incomodar. "Medidas antiestresse, como técnicas de relaxamento, também são uma solução", afirmou.

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