Especialistas descartam dengue hemorrágica em diagnóstico de mortes
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de maio de 1999
Por Zuleide de Barros (especial para a AE) 
Santos, SP, 20 (AE) - Especialistas do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), da Secretaria Estadual de Saúde
do Instituto Adolfo Lutz e do Setor de Infectologia do Hospital Emílio Ribas descartaram o diagnóstico de dengue hemorrágica ou febre amarela para justificar as três mortes registradas em abril, em Santos (SP), de forma misteriosa, depois que os pacientes apresentaram febre e hemorragia.
Os técnicos da capital foram convidados a vir a Santos, hoje, a fim de analisar melhor os prontuários médicos de Aparecida Pereira Maia, de 33 anos, Maria Estela Gaspar, de 54, e Leonardo Alcântara Lessa da Silva, de 11, que morreram na Santa Casa de Misericórdia, com sintomas semelhantes, mas sem um diagnóstico definido. Os exames para pesquisa de dengue, febre amarela, leptospirose, meningite e hantavirose, realizados nos três pacientes, resultaram negativos, razão pela qual a Secretaria Municipal de Saúde de Santos encaminhou amostras de sangue e de tecidos de Maria Aparecida, que morreu em 15 de abril, para análise em Washington.
Depois de analisar os prontuários e conversar com os médicos que atenderam os três pacientes, os especialistas levantaram a hipótese dos óbitos terem sido provocados após contaminação por água ou alimento, uma vez que os três apresentaram complicações hepáticas, além de problemas intestinais. Por outro lado, consideraram correto o procedimento das autoridades locais de saúde, de buscar um esclarecimento fora do País, encaminhando material para análise nos Estados Unidos.


