Especialistas debatem reinserção de egressos
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terça-feira, 07 de dezembro de 2010
Fábio Galão<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR), a Secretaria de Estado da Justiça (Seju) e o Patronato Penitenciário realizaram ontem em Curitiba um seminário sobre a inclusão de egressos do sistema prisional no mercado de trabalho A conclusão a que os participantes chegaram é que o processo de reinserção de ex-presidiários ainda tem muito a ser melhorado no Brasil, apesar de alguns avanços
''A sociedade quer se esquecer de que todos os dias saem centenas de pessoas dos presídios A reinserção no mercado de trabalho pode ser a diferença entre a reincidência e uma mudança de vida'', comentou a procuradora do trabalho Renée Machado, uma das idealizadoras do seminário ''Existe um trabalho muito forte dos patronatos, mas não existem incentivos e um real apoio da sociedade Ainda há muito preconceito ''
Roberto Canto, diretor-geral do Patronato Penitenciário do Paraná, apontou que, dos egressos atendidos pela unidade de Curitiba atualmente, 511 estão trabalhando com registro em carteira de trabalho, 935 trabalham como autônomos e apenas 160 estão desempregados ''A reinserção já foi mais difícil Está havendo uma conscientização maior da sociedade e dos governos É um trabalho que vem ao longo do tempo'', comentou o diretor
''As empresas que contratam egressos o fazem por responsabilidade social ou realmente por necessidade de mercado O que estamos fazendo é perguntar para as empresas que tipo de trabalhadores e que qualificação elas estão precisando Temos que prepará-lo para a realidade em que ele vai atuar'', disse Canto


