Especialistas debatem criação de legislação para Internet
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segunda-feira, 29 de maio de 2000
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
Como criar um legislação para a rede mundial de computadores? São necessárias leis específicas para a Internet ou bastam as que já existem? Estes foram alguns dos temas debatidos, ontem, no I Seminário de Direito e Internet, realizado no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com a participação de cerca de 400 especialistas e apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Universidade Estácio de Sá, no Rio.
Queremos abrir o debate pois a Internet está numa fase de auto-afirmação, embora tenha problemas específicos, explicou o coordenador do evento, Roberto Roland Júnior. A maioria das questões legais envolvendo a Internet diz respeito ao Direito Penal, Contratual, de Imagem ou Autoral, continuou. O custo cada vez mais baixo dos equipamentos leva a uma disseminação da rede, especialmente entre uma clientela mais qualificada. Roland diz que, apesar de não haver ainda leis específicas sobre a rede, há um grande número de projetos no Congresso Nacional relativos a ela.
Alguns são bons, outros péssimos, mas isso isso só vem demonstrar o interesse que o assunto desperta. Ele calcula que até 2002 o Brasil terá 30 milhões de internautas. Estes cálculos são o International Data Control (IDC), mas todos os dados relativos à Internet são difíceis de avaliar e os números podem estar muito acima ou abaixo. Na opinião do advogado Júlio Werneck, especialista em Direito Comercial e estudioso de informática, o Rio é pioneiro nesta área, pois teve o primeiro projeto de Delegacia Virtual, que já funciona e atualmente investiga a invasão do banco de dados do Banco Itaú.
Segundo ele, por serem muito recente, esses crimes raramente são comunicados à polícia. E muitas empresas lesadas pelos hackers (especialistas em invadir computadores alheios) não dão queixa para evitar divulgação da invasão, lembra ele.


