Recife, PE- O presidente do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões, Fábio Hazin, participou ontem, do primeiro dia do II Workshop Internacional sobre Tubarões, em Pernambuco. O Estado tem o maior índice de mortalidade por número de agressões - do total de 44 ataques a surfistas e banhistas desde 1992, 16 morreram. Cinco dos ataques foram registrados neste ano, com duas mortes. Para Hazin, não se deve esperar uma solução concreta e imediata do encontro para resolver o problema dos ataques de tubarões em Pernambuco
A afirmação do especialista foi em resposta às críticas dos integrantes do Projeto Praia Segura, que reúne surfistas e vítimas de ataques. O movimento, coordenado por Sérgio Murilo Filho, reivindica indenização para as vítimas, além de medidas urgentes para acabar com os ataques, como a colocação de redes de proteção nos pontos de maior risco (nas praias urbanas de Boa Viagem e Piedade) e bóias eletromagnéticas. Murilo Filho questionou a realização do workshop, ao destacar que um, nos mesmos moldes, ocorreu em 1995 (quando houve grande incidência de ataques) e desde então, nada foi resolvido e os ataques continuaram acontecendo.
Especialistas internacionais em tubarão da Austrália e da África do Sul não recomendam uso de redes de proteção, embora seus países adotem esta medida. Destacam o alto custo do equipamento e de sua manutenção e o impacto ecológico. O norte-americano George Burgess, da Universidade da Flórida, defende a conscientização da população e vigilância permanente nas praias e socorro imediato às vítimas. Também foi destacado que o objetivo não é extinguir os tubarões, que são fundamentais para o equilíbrio do meio-ambiente marinho.

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