São Paulo, 20 (AE) - O processo de grandes fusões e aquisições pelo qual está passando atualmente a economia brasileira deverá durar ainda mais alguns anos até atingir uma estabilização. A avaliação foi feita hoje pelo advogado Roberto Quiroga Mosquera, do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Júnior, Moherdaui e Quiroga e Associados, que foi um dos responsáveis pela assessoria jurídica da fusão entre Brahma e Antarctica e do Grupo Pão de Açúcar com o francês Casino.
Na avaliação de Quiroga, o processo de globalização leva as empresas a concentrarem seus negócios, principalmente em quadro de economia recessiva. Por isso, atualmente as empresas estrangeiras estão vindo para o Brasil através de fusão ou aquisição de companhias brasileiras. "Em breve, esse processo começará a acontecer entre as empresas nacionais, até que se atinja uma estabilização", afirmou.
Quiroga disse também que essas são tendências cíclicas. "Quando o primeiro grande grupo quebrar, vai ocorrer um processo contrário, ou seja, vai haver uma pulverização dos grandes grupos como forma de diminuir o risco. Para o advogado, no entanto, esse será um processo demorado. E, para os próximos anos, a tendência é de concentração de alguns setores da economia nas mãos de grandes grupos, como é o caso das áreas de telefonia, serviços e varejo.
Quiroga participou do 1º Fórum Abamec-SP sobre fusões e aquisições, realizado na tarde de hoje na sede da entidade. Durante sua apresentação, o executivo tratou dos aspectos tributários das operações de fusão e aquisição. Também participaram do evento o subchefe da Secretaria de Apoio à Desestatização do BNDES, Irima da Silveira, e o sócio-diretor da Arthur Andersen, Antônio Caggiano Filho.

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