Especialista alerta para cuidados básicos
Londrina - Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) regional Paraná, Marco Aurélio Gamborgi, para evitar que o sonho pelo corpo ideal vire um pesadelo, é fundamental que antes da intervenção cirúrgica seja feita uma pesquisa sobre a situação do médico no Conselho Regional de Medicina (CRM). Gamborgi alerta que, para poder realizar uma cirurgia plástica de qualquer natureza, seja reparadora ou estética, o médico precisa, após finalizar a graduação em Medicina, cursar dois anos de residência em cirurgia geral, e depois mais dois anos em cirurgia plástica. "Isso é obrigatório por lei. Cerca de 90% das complicações cirúrgicas que estão sendo analisados pela Sociedade de Cirurgia do Paraná são de ginecologistas, ortopedistas ou outros especialistas que resolveram fazer uma cirurgia plástica no paciente". Ligando no CRM é possível saber se realmente o médico fez especialização em cirurgia plástica.
Outra recomendação importante é que o paciente nunca se submeta a muitos procedimentos em uma mesma cirurgia. "Eu não faço operações que durem mais de quatro ou cinco horas, porque só isso reduz muito as complicações cirúrgicas. Como não são cirurgias de emergência, eu peço para o paciente escolher o que deseja fazer primeiro, por exemplo mamas e uma lipoaspiração, no máximo. Não podemos fazer em uma mesma cirurgia a face, o abdômen, lipo e mamas." Seguindo na linha de máxima segurança ao paciente, Gamborgi reforça a necessidade de realizar todos os exames pré-operatórios, para se ter a certeza de que "ele está saudável para enfrentar a cirurgia", e sempre "operar em ambiente hospitalar", frisa.
MENTE SÃ
A psicóloga Daniele Fioravante Tristão alerta para os perigos de iniciar uma série de cirurgias estéticas "desnecessárias". Na avaliação dela, é preciso que o paciente esteja bem psicologicamente, antes de sair decidindo pelos procedimentos estéticos. "Muitas vezes o problema não é externo, é interno. E numa busca por uma solução rápida, ele vê a cirurgia plástica como alternativa, mas isso não resolve o problema", ressalta.
Em uma cultura onde o corpo é extremamente valorizado, ela afirma que a busca pela cirurgia é, em sua maioria, por uma questão de baixa autoestima. "O ideal é procurar primeiro se resolver, com terapia, até para não se frustar com o resultado da cirurgia mais tarde", conclui. (P.B.O.)





