Especialista admite contaminação do lençol freático do Rio Paraná7/Mar, 16:32 Por carlos Mendes, especial para a AE Belém, 07 (AE) - O presidente da Associação Brasileira de águas Subterrâneas (Abas), o hidrogeólogo paraense Wilson Oliveira, admite a possibilidade de o lençol freático do Rio Pará ter sido contaminado pelo óleo que vazou da balsa Miss Rondônia. "Qualquer produto químico que esteja em contato com a água, seja no fundo do rio ou na superfície, logicamente vai comprometer o meio ambiente". Oliveira esclarece que existe um ciclo hidrológico fechado de ligação entre as águas superficiais e subterrâneas. Elas se interligam e, A partir disso, tudo é possível. Mas, observa que só poderá afirmar alguma coisa de concreto depois de "acompanhar de perto o problema e fazer uma análise completa". Indagado se todo o Rio Pará poderia sofrer as consequências do vazamento, foi cauteloso: "se o volume do óleo que vazou for grande, haverá comprometimento, mas não de uma forma drástica". Sempre fazendo questão de dizer que não esteve no local dos acontecimentos, Oliveira entende que o risco de poluição existe e não pode ser negado. No caso de a água subterrânea estar contribuindo com o rio, ou este estiver abastecendo-a, o risco de contaminação precisaria ser avaliado, diz o presidente da Abas. Isso dependeria principalmente da localização da área supostamente afetada. "Nós temos no Pará um volume fabuloso de água, mas eu não sei até que ponto o óleo que vazou ficará retido no fundo do rio".