Barcelona, 29 (AE) - No fim de semana, contra o Brasil, em Lérida, a equipe espanhola da Copa Davis espera acabar com a "síndrome das duplas", que a fez perder os sete últimos pontos de duplas na competição. "Não vai ser fácil, mas é impossível piorar ainda mais", comenta Alex Corretja, que fará parceria com Albert Costa contra, provavelmente, Gustavo Kuerten e Jaime Oncins. Corretja destaca, ainda, o esforço dos integrantes da equipe para que o confronto do fim de semana ponha fim à "síndrome". "Nenhum de nós precisa disputar torneios de duplas e, se o fazemos, é para ajudar o grupo."
Corretja formou parceria com Costa em Indian Wells e Key Biscayne, sendo eliminado na primeira rodada. Até mesmo Carlos Moya, que sempre se mostrou avesso a praticar a modalidade, fez sua parte no Lipton, jogando com o russo Marat Safin, mas caiu na terceira rodada. Felix Mantilla bem que tentou, mas não conseguiu convite para a chave de duplas do Lipton.
Apesar dos seguidos fracassos de Costa e Corrteja, o técnico da equipe espanhola, Manolo Santana, descartou opções menos arriscadas, como chamar Francisco Roig e Javier Sánchez-Vicario, especialistas em duplas. "Estou convencido de que eles podem surpreender, pois querem muito jogar juntos."
Para Moya, outro ponto-chave na estratégia espanhola será impedir que Kuerten possa fazer seu jogo. "Se conseguirmos controlá-lo, tudo ficará mais fácil", diz Moya, que venceu Guga em Indian Wells depois de quatro derrotas. Santana concorda que Kuerten é o rival a bater, "porque ele se transforma na Davis".
Quanto a Fernando Meligeni, Santana não prevê maiores problemas. "Devemos ganhar os dois jogos." Em todo o caso, o técnico convocou Pato Clavet, canhoto como Meligeni, para que os jogadores da equipe possam treinar com ele.
Gustavo Kuerten e o técnico Larri Passos já estão em Lérida. "Já estamos trabalhando duro", disse Guga. Por enquanto, está tudo normal e vamos nos concentrar nos nossos treinos."

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