A Espanha será o país mais velho em 2050 enquanto as pessoas acima de 60 anos vão triplicar no mesmo período no mundo, indica o estudo das Nações Unidas publicado ontem. Os efeitos deste fenômeno, explicado pela queda da fecundidade e pelo aumento de expectativa de vida, serão sentidos especialmente na Europa: em 2050, Espanha será o país que terá maior quantidade de pessoas acima de 60 anos no mundo, em relação ao número de crianças (3,9 pessoas idosas por criança). Em seguida virá a Itália (3,7 idosos por criança), atualmente o país com maior quantidade de idosos.
Na Europa, a proporção de crianças deve cair de 17% ano passado para 14% em 2050, enquanto a de idosos subirá de 20% em 1998 para 37% em 2050. No mundo, o número de velhos aumentará rapidamente e passará de 606 milhões em 2000 a quase 2 bilhões cinquenta anos depois. O aumento será mais marcante nos países pobres, onde a população idosa se quadruplicará, passando de 374 milhões em 2000 a 1,6 bilhão em 2050.
Os maiores de 80 anos, que representam 3,2% da população da América do Norte e 3% na Europa, passarão durante o mesmo período de 69 milhões para 379 milhões.
Suécia tem a maior porcentagem de pessoas octogenárias (5,1%) e China a maior quantidade (11,5 milhões).
Em 2050, 19 países terão menos de 10% de sua população acima de 80 anos, estima a ONU.
As pessoas centenárias verão seu número multiplicado por 18 até 2050. De 3,2 milhões de centenários, a maior proporção se encontrará no Japão (8,8 por 1000), seguido da Finlândia e França.

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