Laurel, 14 (AE-AP) - Depois de um lançamento do foguete quase sem falhas, uma aeronave-robô se tornou hoje (14) a primeira espaçonave a orbitar um asteróide. O encontro foi programado para o Dia de São Valentim (14 de fevereiro, Dia dos Namorados nos Estados Unidos) com o asteróide que tem o nome do deus grego amor, Eros.
A espaçonave NEAR (Near Earth Asteroid Rendezvous - Encontro com Asteróide Próximo da Terra) foi acionada automaticamente durante 57 segundos e depois enviou um sinal de sucesso para a Terra.
"A espaçonave Near está em órbita em torno do asteróide Eros", anunciou o diretor da missão, Robert Farquhar, enquanto os engenheiros do Controle da Missão comemoravam, apertando-se as mãos.
Os propulsores do foguete Near acionaram-se às 10h33, mas demorou mais de 20 minutos para que os engenheiros avaliassem e confirmassem a detonação do foguete. "Foi quase perfeito", disse Farquhar. Ela errou a quantidade de energia destinada ao propulsor em menos de 1%.
A Near passará um ano na órbita de Eros, baixando para órbitas mais baixas. Irá reunir pesquisa básica que, um dia, poderá ajudar os seres humanos a defender a Terra contra o "asteróide matador", como aquele que se pensa que eliminou os dinossauros.
Como se a natureza estivesse comemorando o Dia dos Namorados, as fotos tiradas durante a aproximação captaram a imagem de uma cratera em formato de coração sobre a superfície de Eros.
Farquhar disse que a forma de coração foi criada por uma combinação de luz e sombra sobre a superfície do asteróide.
Eros, uma rocha com formato de batata, tem 34 quilômetros de comprimento e 13 quilômetros de largura. Como a Terra, Eros orbita o sol, a cerca de 258 milhões de quilômetros da Terra.
A missão Near custou US$ 224 milhões e foi lançada em 17 de fevereiro de 1996. A espaçonave deveria ter entrado na órbita de Eros em janeiro de 1999, mas apresentou mal-funcionamento de um dos propulsores que deveria ter direcionado a espaçonave para o asteróide e este foi desligado automaticamente. A Near passou por Eros em velocidade acelerada, captando fotos na sua passagem.
Depois, por razões ainda não entendidas, o aeronave ficou fora de controle e perdeu contato com a Terra por mais de 24 horas. "Sabemos porque o motor do foguete desligou", disse Farquhar. "Mas o que aconteceu depois disso é um mistério."
A aeronave aparentemente começou a girar descontroladamente e queimou cerca de 20% do seu combustível até que se endireitasse. Faltando apenas 10 minutos de energia restantes, a Near, finalmente conseguiu direcionar seus painéis solares para o sol de novo, começando a recarregar sua bateria, disse Farquahr.
Se a bateria tivesse falhado, talvez nunca mais teria se ouvido falar da espaçonave. Mas, os engenheiros conseguiram recuperar o controle e traçar um novo curso.
A Near e o Eros circundaram o Sol durante anos em órbitas separadas. Uma série de lançamentos de foguetes agora os aproximou de novo.

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