Jezzine, Líbano, 01 (AE-AP) - A milícia Exército do Sul do Líbano (ESL) perdeu mais dois homens durante sua retirada de uma cidade estratégica da região. A retirada foi acompanhada por caças israelenses, que, em resposta ao ataque guerrilheiro, bombardearam posições dos rebeldes.
Depois de 14 anos de ocupação, o ESL retirou tanques e blindados do enclave cristão de Jezzine. Os milicianos justificaram sua saída - que será completada na primeira quinzena deste mês - dizendo que já sofreram baixas demais.
A gota dágua para os comandantes do ESL foi a explosão de duas bombas, nas primeiras horas desta terça-feira, na estrada que leva a Kfar Houna, a sudeste de Jezzine.
Em Beirute, os guerrilheiros do grupo pró-iraniano Hizbollah assumiram a autoria do ataque, que matou um miliciano, feriu outro e destruiu um tanque. Falando sob condição de anonimato, autoridades libanesas e o Exército israelense confirmaram as baixas.
Em clara retaliação, caças israelenses bombardearam supostos esconderijos da guerrilha nos arredores de Jezzine.
Ontem, enquanto o comando do ESL se preparava para retirar seus homens de vilas próximas a Jezzine, uma bomba plantada à margem de uma estrada explodiu, matando um miliciano.
Com 2.500 homens, o ESL é armado e financiado por Israel. Ao todo, 115 membros do ESL e 65 civis morreram na área de Jezzine.

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