Esgoto ilegal agrava situação
Esgoto ilegal agrava situação
A Sanepar mantém um trabalho periódico de análises bacteriológicas, físico-químicas, de pesticidas e de identificação de metais pesados nas águas do Rio Pirapó. Os dados são considerados básicos pela professora Sueli Train, mas insuficientes para atestar um trabalho de biomonitoramento do rio.
De acordo com Lorenso Cassaro, com relação às análises cromatográficas (pesticidas) e espectrofotométricas (metais pesados), os índices estão dentro de faixas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. É o aspecto bacteriológico que preocupa a Sanepar. O índice de coliformes totais é alto, afirma o gestor ambiental.
A origem do problema está nos lixões municipais e principalmente no lançamento direto de esgoto no rio através do uso indevido das galerias pluviais. Cassaro explica que a grande maioria das pessoas faz a ligação incorreta ou não utiliza a rede de esgoto. Normalmente o diâmetro da rede de esgoto é menor, mas no momento de fazer a ligação, o morador utiliza a tubulação das galerias pluviais, conta Cassaro.
A Prefeitura de Maringá iniciou a distribuição de panfletos explicando a ligação correta da rede de esgoto. A campanha chama a atenção também sobre os riscos e os problemas de poluição causados pela ligação inadequada. (M.M.)





