O secretário municipal de Saúde, Ivan Murad, anunciou esta semana aos proprietários de hospitais de Maringá que havia determinado o envio de pacientes graves diretamente aos hospitais, sem passar pelo crivo da Central de Vagas. A resposta unânime que ouviu dos donos de hospitais foi simples e direta: ‘‘E quem vai pagar a conta?.’’
A norma de Murad foi autorizada pelo secretário estadual de Saúde, Armando Raggio. Na reunião de terça-feira, os hospitais ofereceram ao secretário municipal leitos de UTI por R$ 6 mil. Murad rejeitou a oferta, alegando falta de recursos.
O sistema de saúde de Maringá já tentou vencer a crise de vários modos, mas nunca conseguiu. No início do ano, fez diversas reuniões para tentar viabilizar um consórcio municipal, que funcionaria com a verba destinada ao SUS e seria coordenado por um conselho, formado por representantes dos hospitais, da prefeitura e da 15ª Regional. A idéia não teve adeptos.
Ficou acertado que uma ambulância de convênio de saúde ficaria à disposição do HU para transportar pacientes graves para outras cidades. A ambulância está em operação. Se for caso muito urgente, o governo do Estado se compromete a fazer o transporte do paciente por avião.
Recursos O secretário estadual admite que há uma crise no setor de saúde em todo o Estado, ‘‘como em todo o País’’, por falta de recursos e por falta de melhor gestão do SUS.
‘‘Mas no Paraná está longe do caos e do apocalipse que a imprensa tenta mostrar de maneira irresponsável. A situação de Maringá requer maiores cuidados, é verdade, mas também está sob controle’’.
Recursos de R$ 1 milhão, do Governo do Estado, permitiram a instalação de uma UTI provisória no HU. Raggio alega que o Estado fez sua parte, ao garantir os recursos e agilizar a contratação de pessoal para pôr a unidade em funcionamento o mais breve possível.

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