Esforço milionário e contínuo
Dos 37 novos cursos de Medicina autorizados pelo País, quatro foram para instituições de ensino paranaenses, que juntas vão ofertar 215 novas vagas. Tal ampliação é decorrente do edital publicado em dezembro de 2014 com a seleção das instituições que poderiam ofertar a graduação, e que foi interrompido em outubro de 2015 por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de suspender o programa Mais Médicos, ao qual o edital estava vinculado. Somente em julho deste ano, o TCU determinou a liberação.
Pela Portaria Nº 545/2016, da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC, foram autorizadas as seguintes instituições do Paraná: Centro Educacional Integrado de Campo Mourão (com 50 vagas), Faculdade Campo Real Educacional de Guarapuava (com 55 vagas), Faculdade de Pato Branco (com 50 vagas) e a Associação Paranaense de Ensino e Cultura de Umuarama (com 60 vagas). Também foi autorizada a ampliação de vagas no Centro Universitário FAG de Cascavel (com 42 vagas) e o Centro Universitário Unicesumar de Maringá (com 50 vagas).
A FOLHA entrou em contato com todas as instituições, mas até o fechamento desta edição apenas a Faculdade de Pato Branco (FADEP) e o Centro Universitário Unicesumar explicaram como se deu o processo de habilitação, bem como o planejamento para o curso. A direção de ambas instituições convergem ao admitir que o investimento na montagem do curso e na infraestrutura é milionário e contestam os questionamentos sobre o rigor do MEC na liberação das autorizações.
"Foi um processo extremamente criterioso, demorado e caro. Protocolamos o pedido em 2006. E é um curso que exige uma aporte financeiro de pelo menos R$ 8 milhões. Metade disso a Fadep já usou antes da aplicação, apenas na capacitação do corpo docente e na estrutura de laboratório que atenderá os primeiros três anos", esclarece o diretor geral da Fadep, Eliseu Miguel Bertelli. Ele ressalta o caráter estratégico do curso para a microrregião de Pato Branco, composta de 42 municípios. "Falta médico por aqui. Estima-se que há 1,4 médico para cada mil habitantes em nossa microrregião", afirma. A Fadep pretende realizar o primeiro vestibular para o curso de Medicina em fevereiro de 2017.
O vice-reitor da Unicesumar, Wilson de Matos da Silva Filho, também considera bastante rigoroso o processo de liberação do curso. "Nosso pedido ficou cinco anos tramitando no MEC e outros cinco para a implementação das 136 vagas que já oferecemos." O investimento até agora foi da ordem de R$ 15 milhões. "As 50 vagas a mais autorizadas serão ofertadas em junho de 2017, no vestibular de inverno", informa. (M.M.)





