Escuridão espanta frequentadores
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domingo, 27 de abril de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
O vandalismo sistemático da área de lazer do Lago Igapó 2 (área central de Londrina), cujas lâmpadas são o alvo preferido dos depredadores, está obrigando frequentadores a irem embora mais cedo. No final da semana passada, a Secretaria de Obras iniciou a troca de 97 lâmpadas quebradas. É a segunda resposição de lâmpadas realizada na área, entregue há pouco menos de quatro meses.
A falta de iluminação mudou os hábitos dos frequentadores do lago. ''Só fico aqui até no máximo as 18 horas, depois prefiro evitar, nunca aconteceu nada mas a gente se sente inseguro'', afirma Ronaldo Cardoso Vacário que pelo menos duas vezes por semana leva a filha de um ano para passear nas margens do lago.
O medo de assaltos também é motivo de preocupação do casal Kaio Colozio e Juliana Navarro. Apesar do lago ser o ponto de lazer preferido do casal, eles não costumam esticar o passeio depois do entardecer. ''Gostamos daqui porque é mais tranquilo e a vista é linda, mas por ter bastante árvores em volta isso requer mais iluminação por conta da violência'', diz Kaio Colozio. ''Com a reforma (da área) as coisas tendem a melhorar, mas o povo precisa se conscientizar a respeito do bem público'', conclui.
Outro frequentador do local, o comerciante Oswaldo Sarogashi, conta que depois das 18 horas o lago esvazia. Como gosta de pescar e os peixes maiores, segundo ele, são melhores de fisgar à noite, ele se arrisca. ''Às vezes a gente vê alguma movimentação diferente mas nada sério'', diz, um tanto relutante.
Por causa da reincidência da ação dos vândalos, a Secretaria de Obras estuda a manuntenção de vigias na área, diz o secretário Aloyzio de Freitas. Segundo ele, as negociações com a Companhia Municipal de Trânsito de Urbanização (CMTU) - que cederia os profissionais - já estão em andamento.
A depredação de lâmpadas, comum também na área do Igapó 1 agora em menor quantidade, segundo o secretário , obrigou a Secretaria de Obras elaborar um projeto de iluminação diferente no Igapó 2. ''Já prevendo isso não colocamos globos, o que tornaria a substituição ainda mais cara e optamos por estruturas mais simples, de metal'', disse.
Mais do que o prejuízo financeiro - a troca das lâmpadas vai custar cerca de R$ 485 - a falta de segurança é a principal perda da comunidade. Enquanto os vigias não chegam, a orientação é denunciar os atos de depredação à polícia. 'Como o local é um tanto ermo, talvez a malandragem esteja quebrando lâmpadas exatamente para fazer assaltos, por isso quem presenciar esse tipo de cena deve chamar a polícia', pede o secretário.


