Escrivão segue desalojado em São Jerônimo da Serra
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Permanece sem solução o drama do escrivão de Polícia Civil Osmar Vieira, que teve sua casa tomada pela lama e restos mortais oriundos do Cemitério Municipal no dia 13 deste mês. Ele continua desalojado e ainda não há previsão de quando poderá regressar ao seu lar. Na ocasião, um funcionário abriu um buraco no muro do cemitério para escoar a água represada, mas como havia um desnível entre o terreno e a casa de Vieira, o muro da residência é que acabou represando a água e cedendo. Muita lama e até ossos de cadáveres oriundos do cemitério acabaram invadindo a casa do escrivão. Vieira relata que sua rotina e de sua família foi toda alterada. "A rotina de meu sogro, que está nos abrigando, também foi mudada. Dá uma certa agonia, pois a gente fica à mercê de uma solução do poder público", reclama.
Ele destaca que ainda não retornou para a sua casa por orientação da Defesa Civil, que disse ser mais prudente aguardar uma solução definitiva por parte da prefeitura para que a água vinda do cemitério fosse direcionada para uma calha. "Estou tentando resolver o problema administrativamente, sem precisar recorrer ao judiciário. Não tem nada mais sagrado que a sua casa, seu lar, e ter de permanecer fora dela é muito ruim, mas eu não tenho o que fazer", declara Vieira. Segundo ele, a casa é nova e havia acabado de construir depois de muito sacrifício e muita economia. "Eu sou trabalhador e sempre tive esse sonho de ter uma casa própria".
A prefeitura informou que já fez a limpeza da lama que invadiu a casa e está elaborando uma solução de engenharia para que o incidente não se repita, mas ressalvou que depende da realização de licitação para realizar a obra.


