Escrivão e policial vão a júri
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quarta-feira, 11 de julho de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Salvo tentativas de adiamento de última hora, o policial civil Daniel Luís Santiago Cortes e o escrivão Carlos Henrique Dias irão a julgamento, hoje, no Tribunal do Júri de Curitiba. O julgamento de ambos, junto dos delegados Maurício Bittencourt Fowler e Franscisco José Batista Costa, deveria ter acontecido no último dia 3, mas as defesas conseguiram adiamento. Os delegados têm liminares concedidas pelo Tribunal de Justiça (TJ) para não ir a júri hoje. Os quatro foram denunciados por suposto envolvimento no caso da morte do estudante Rafael Zanella, em 28 de maio de 1997, durante uma abordagem policial.
O juiz da 1 Vara do Tribunal do Júri, Ronaldo Sansone Guerra, irá presidir o julgamento marcado para começar às 9 horas. Na data anterior do julgamento, o magistrado ficou irritado com as argumentações dos defensores dos réus para obrigar o adiamento. O promotor do Ministério Público (MP) estadual, Marcelo Balzer, informou que, até a tarde de ontem, não havia nenhum motivo para Cortes e Dias não serem julgados hoje.
Costa havia conseguido uma liminar em pedido de habeas corpus que, até ontem, não havia tido o mérito julgado. Portanto, ele continua amparado no instrumento jurídico para não enfrentar o júri. Já o advogado de Fowler, Arnaldo Faivro Busato Filho, disse, ontem, que conseguiu um mandado de segurança para ter acesso aos autos do processo. Ele assumiu a defesa do delegado no início do mês (porque o advogado anterior ficou doente) e alega não ter tido tempo de estudar o caso.


