Escriturário é espancado em fila do INSS de Campinas
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
Agência Estado 
Campinas, SP - O escriturário Alex Barbosa Lopes, de 42 anos, morreu na fila do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), no centro de Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo, ontem de madrugada, após ter sido espancado. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), mas morreu menos de meia hora depois, vítima de politraumatismo, conforme informou o Hospital Beneficência Portuguesa. Nenhum suspeito havia sido detido até a tarde de ontem.
De acordo com o delegado titular do 1º Distrito Policial de Campinas, Vanderley Pimenta, foi registrado um boletim de ocorrência para investigar homicídio. O delegado disse que, segundo as primeiras informações obtidas pela polícia, o escriturário teria sido espancado após desentendimento com pessoas que vendem vagas na fila do INSS.
''Mas será difícil localizarmos testemunhas, porque a fila se renova diariamente'', comentou Pimenta. Ele explicou que instaurou inquérito policial e estava aguardando laudos do hospital para dar sequência às investigações.
O irmão Alan Barbosa Lopes afirmou à polícia que Alex saiu de casa na noite anterior dizendo que iria ao INSS para pedir aposentadoria por invalidez. A Assessoria de Imprensa do Ministério da Previdência Social alegou, porém, que a vítima não tinha motivos para estar na fila do INSS porque recebia o auxílio-doença.
A Assessoria de Imprensa do Ministério da Previdência alegou que Lopes estava afastado do trabalho, em uma metalúrgica de Valinhos, desde o último dia 19 e só deveria se apresentar novamente no dia 19 de março, por isso não tinha motivos para estar na fila. Segundo a Assessoria, o INSS tem informações de que Lopes estaria num bar próximo à instituição, na Rua Barreto Leme. A Assessoria informou ainda que a empresa, onde a vítima trabalhava, tem um posto do INSS em suas dependências e que o pedido de aposentadoria por invalidez deveria ser feito diretamente pelo médico, e não pelo paciente. De acordo com a Assessoria, o INSS não se responsabiliza por situações que ocorrem do lado de fora de seus postos.


