Rio, 24 (AE) - Oito salas do escritório da representação do Ministério da Saúde, no centro do Rio, foram arrombadas durante a madrugadade hoje. Os criminosos reviraram armários e gavetas, levaram um laptop, que dá acesso ao sistema de pagamentos, e R$ 100,00. Para a coordenadora Ana Teresa Silva, o arrombamento foi uma tentativa de intimidação. "Economizei R$ 25 milhões ao afastar 30 empresas prestadoras de serviço e refazer processos licitatórios, isso incomodou muita gente", afirmou.
Os assaltantes entraram por uma janela do 9º andar, onde ficam as salas arrombadas, entre elas os gabinetes da coordenação e do Controle Orçamentário, o mais revirado. Espalharam pacotes de biscoito pelas salas, derramaram refrigerante nos computadores e deixaram marcas de pés descalços nos sofás. Segundo agentes federais, eles subiram pelo Teatro Ginástico, que fica nos fundos do Ministério da Saúde. O arrombamento só foi percebido às seis horas, quando os escritórios foram abertos. Somente cinco horas mais tarde o subcoordenador Sérgio Rezende deu por falta do laptop e a senha de acesso à rede do Ministério da Saúde foi cancelada.
Nenhum dos 15 vigias do prédio notou a movimentação dos criminosos. Os seguranças circulam por oito andares - outros quatro pavimentos pertencem à Secretaria Estadual de Saúde -, mas não têm acesso às salas arrombadas, que ficam isoladas por portas de vidro. Processos - Os funcionários do ministério passaram o dia de hoje checando todos os processos de licitação página por página, para saber se nada foi levado. Desconfiava-se de que disquetes e documentos pudessem ter sido roubados. Ana Teresa Silva não quis fazer acusações. Ela afirmou que vai dar maior atenção ao processo de licitação para conserto da subestação de energia do Hospital do Andaraí, que está sendo contestado pelo Sindicato dos Médicos e envolve R$ 1,2 milhão; e ao processo para compra de R$ 8 milhões em medicamentos para os 11 hospitais federais do Rio.

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