Escritor de C. Mourão busca patrocínio para livro
Sid Sauer
De Campo Mourão
Pedro da Veiga chegou a Campo Mourão no final de 1954. Trabalhou num pré-histórico sistema de som, ficou 16 anos na Rádio Colméia, fundou um jornal (Folha de Campo Mourão) e foi sócio de outro (Tribuna do Interior), além de ter ocupado cargos de primeiro escalão em mais de uma administração. É com essa experiência que Veiga tem pronto um livro com 308 páginas, formato 21 x 29, contando a história de Campo Mourão.
Campo Mourão Centro do Progresso, começou a ser escrito há cerca de 15 anos, quando Veiga se deu conta do grande material histórico que tinha em mãos. Somente no livro ele usa aproximadamente 300 fotos, sendo que muitas delas são inéditas e pertencem a seu arquivo pessoal. Muita coisa foi perdida na chuva de pedra de 1971, recorda. O livro de Veiga já está pronto, mas ele ainda busca recursos para mandar imprimi-lo.
Preciso de R$ 20 mil para fazer 2 mil exemplares, ressalta Veiga. Por enquanto, ele tem apenas um esboço do livro, impresso por um irmão na impressora do computador. Falta só o dinheiro para mandar imprimir. O prefácio é assinado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Milton Luiz Pereira, que foi prefeito de Campo Mourão na década de 1960. A revisão é do professor Egydio Martello, autor da letra do hino do município.
Veiga conta que, para escrever o livro, usou sua experiência como testemunha ocular da história do município e o conhecimento que teve com os principais pioneiros do município. A vida inteira eu passei guardando material, explica. A publicação está sendo demorada, mas quero fazer algo que fique para a história. A expectativa de Veiga é que o livro, pronto já há um ano, seja publicado até o final deste ano.
Entre outras coisas, o livro traz as fotos e as assinaturas de todos os prefeitos e presidentes da Câmara de Vereadores de Campo Mourão. Um capítulo procura explicar quem foi Capitão Índio Bandeira, nome da principal avenida da cidade, mas uma figura totalmente fora dos registros históricos do município. O livro também dedica várias páginas contando a história da igreja católica de Campo Mourão e a curiosa fundação da igreja adventista.
Outro destaque na obra é para a criação das primeiras agremiações esportivas do município, com destaque para a reprodução da ata de fundação da Associação Esportiva Campo Mourão, em 1952. O livro, no entanto, começa no final do século 15, com a assinatura do Tratado de Tordesilhas, entre portugueses e espanhóis, passa pela demarcação do território paranaense e pela descoberta dos campos do Mourão.
Em alguns pontos a história não chega até a atualidade porque já estou preparando um novo trabalho, explica Veiga. Em um capítulo, no entanto, ele cita alguns lapsos históricos. Um deles fala sobre a inexistência do Comendador Norberto Marcondes, que dá nome a uma das principais avenidas da cidade. Quem existiu foi Norberto Mendes Cordeiro, explica. Outro ponto lembra que o primeiro prefeito José Antônio dos Santos tomou posse no dia 18 de outubro de 1947 e não no dia 10, que é a data de criação do município.





