Curitiba - Para evitar que os resíduos líquidos dos cadáveres em decomposição entrem em contato com os córregos submersos é preciso escolher bem o terreno onde o cemitério será implantado. O doutor em hidrogeologia e professor de geologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), André Celligoi, explica que o ideal são locais altos com topograifa suave (sem muitas inclinações), pois são regiões onde os lençóis freáticos estão bem abaixo da superfície. ''Se os córregos estiverem perto da superfície, a oscilação do nível da água pode fazer o corpo ficar submerso, demorando mais tempo para decompor. E quanto mais longa a decomposição, mais necrochorume gera.''
O solo também deve ser analisado. Celligoi diz que o terreno (tipo de terra) deve ter permeabilidade baixa, dificultando que os resíduos cheguem até a água. Segundo ele, é recomendável também que os caixões sejam enterrados em uma caixa de cimento e não direto na terra. Isso aumenta ainda mais a impermeabilidade. Um outro quesito apontado pelo geólogo é a escolha de uma área não pedregosa.

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