Poucos alunos se reencontraram com os professores na manhã desta quarta-feira (10) nas escolas particulares de Londrina. O primeiro dia de ensino híbrido (com atividades remotas e presenciais) foi de adaptação e acolhimento. Professores e funcionários permaneceram atentos aos protocolos de biossegurança e reforçaram as regras básicas para os estudantes.

Imagem ilustrativa da imagem Escolas reforçam higienização e orientações na volta às aulas presenciais
| Foto: Viviani Costa - Grupo Folha

No Colégio Dôminos serão permitidos até nove alunos por sala, em cumprimento ao decreto estadual que estabelece ocupação máxima de 30% da capacidade. No entanto, poucas crianças compareceram. A maioria dos pais optou por manter o ensino remoto. Nas turmas em que houve maior interesse pelo ensino presencial serão feitas escalas para que os estudantes possam interagir em sala de aula respeitando as novas regras.

Os espaços ganharam uma sinalização que indica se o local utilizado já foi higienizado e se está disponível para as demais turmas. A limpeza foi intensificada e o uso de álcool gel já faz parte da rotina. Pais e funcionários vão monitorar e informar semanalmente casos suspeitos e confirmados de Covid-19. O colégio atende estudantes da educação infantil e do ensino fundamental.

“As perdas maiores foram emocionais. Essa troca entre os estudantes que acontece no dia a dia escolar é riquíssima e é o que favorece o aprendizado. Eu tive enormes relatos de tristeza profunda, de depressão, de dermatites que foram desencadeadas em crianças com problemas emocionais seríssimos. As crianças menores não têm maturidade para lidar com esse tipo de situação. O emocional estando abalado compromete também a parte pedagógica”, ressaltou a pedagoga e diretora do colégio, Samara Alves Nunes.

Marcações no piso indicam o distanciamento mínimo entre as carteiras. A interação entre quem estava presente na sala de aula e quem permanecia em casa animou os estudantes. “Foi tudo muito difícil porque a rotina mudou, aí eu ficava mais em casa e ficava bem triste. Nem brincava muito só quando vinha alguma visita de vez em quando”, contou Daniel Coppo, de 11 anos.

“Foi a maior alegria. Ele sempre me pedia para voltar. Nesse momento crítico da pandemia ficou provado que a escola não é o vilão. Os casos só aumentaram. O Daniel levou muito bem esse período, mas meu filho menor, de 8 anos, está em processo de alfabetização e regrediu um pouco. Está com dificuldade para acompanhar as aulas”, contou a mãe Simone Coppo.

O colégio que atendia, em média, 600 alunos antes da pandemia agora possui metade. Para manter as atividades foi necessário dispensar mais de 40 funcionários. Essa realidade é a mesma para grande parte das instituições de ensino. Desde a suspensão das aulas presenciais em 20 de março do ano passado, cerca de 30 escolas de Londrina fecharam as portas.

No Centro de Educação Infantil Ciepe, a diretora e proprietária Wilka Ueda optou por adotar um protocolo rígido de higienização e limpeza para proteger crianças atendidas na faixa etária dos 2 aos 5 anos. A direção disponibilizou um banheiro para que crianças trazidas por meio do transporte público troquem de roupa antes de entrar em sala de aula.

Embalagens dos lanches trazidos pelos estudantes são higienizadas com álcool gel. “É um protocolo bem criterioso, mas se você adotar tudo certinho, diminui muito os riscos”, explicou. O uso do álcool gel também ocorre de hora em hora.

Conforme a diretora, há cinco crianças por sala. Atividades coletivas e brincadeiras no parquinho não estão permitidas. As turmas do berçário deixaram de ser atendidas temporariamente.

“O convívio com as crianças está sendo maravilhoso. Como a escola é climatizada, optamos por deixar o ar condicionado ligado com as janelas e portas abertas. Estamos felizes por estar retornando, foi um momento muito difícil para as escolas. Agora é recomeçar mesmo, cada escola com a sua realidade”, contou.

As escolas reabertas assumiram o compromisso de enviar relatórios a cada 15 dias sobre casos suspeitos e confirmados da doença. Os documentos serão repassados para a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Sanitária. Na rede municipal, os estudantes permanecerão somente em atividade remota até o dia 4 de abril.

AULAS ADIADAS

Nos colégios Sesi da Indústria e Sesi Internacional a retomada das aulas presenciais foi suspensa em razão de casos de Covid-19 diagnosticados entre funcionários. Em nota, a instituição informou que segue todos os protocolos da Vigilância Sanitária e de biossegurança do Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná). Os colaboradores foram isolados e a unidade onde funcionam os dois colégios está fechada para desinfecção. As atividades serão retomadas em formato híbrido na próxima segunda-feira (15).

(Matéria atualizada em 11/03/21, às 9h50)

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