Santos, SP, 19 (AE) - As escolas particulares não estão conseguindo reduzir seus custos e já anunciam que terão de reajustar os valores das mensalidades no ano que vem. Segundo o presidente em exercício do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), José Augusto Mattos Lourenço, as escolas já reduziram ao máximo os custos e não têm mais condições de suportar o aumento constante das despesas.
"Nossa preocupação é com o processo inflacionário, pois a previsão de 8% feita pelo governo para este ano já está furada
já que a Fundação Getúlio Vargas estima em 14% a inflação em 99", disse. Ele esteve reunido com diretores dos estabelecimentos da Baixada Santista, hoje, em Santos. Lourenço atribui ao governo federal a maior parte da culpa pela atual situação. Segundo ele, todos os impostos e tarifas públicas foram reajustados acima da inflação. "Espero que o governo tome alguma atitude, principalmente na redução dos impostos", afirmou.
De acordo com o dirigente sindical, as escolas são obrigadas a conviver com uma inadimplência média de 8. "A escola particular tem que primar pela qualidade, razão pela qual
cada estabelecimento deverá avaliar o aumento dos seus custos para determinar o aumento para o ano que vem", completou.

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