Para quem possui filhos estudando em escolas particulares de Londrina e região, o alerta já foi dado. Para o ano que vem, o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe) prevê um reajuste de pelo menos 12%. O índice é estabelecido pelas próprias instituições de ensino após o desenvolvimento de uma planilha de custos, onde se verifica os gastos e receitas previstos para o ano seguinte. O sindicato não tem qualquer responsabilidade em opinar ou pelo menos tentar negociar um percentual menor.

O presidente do Sinepe, Alderi Ferrarezi, justificou que a convenção coletiva de 11,8% de professores e funcionários - fechada em março deste ano - e a tão temida crise financeira foram fatores determinantes para a nova decisão. A discussão para mais modificações nos salários dos empregados para 2017 ainda está em fase inicial. O Sinepe descarta que tal debate terá influência para o valor das mensalidades porque o acordo só é fechado no ano que vem. Enquanto isso, as matriculas já estão valendo nas unidades particulares.

Assim como na virada 2015/2016, os efeitos de evasão escolar começam a ser sentidos
. Neste ano, ainda não dados oficiais sobre a quantidade de alunos que saíram do ensino privado para a escola pública. O balanço é fechado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep0, o que ainda não aconteceu. Porém, o Sinepe prevê um índice de 6 a 8% de alunos que precisaram garantir educação a custos menores. "A crise financeira continua refletindo nos dias atuais", pontuou Alderi Ferrarezi.

Mesmo com o orçamento apertado, o presidente do Sinepe espera um fenômeno diferente para 2017. "Sabemos que não está fácil pra ninguém, mas os pais sempre querem dar uma educação de qualidade para os filhos. Talvez esse desejo possa ser o motivador principal de um movimento contrário ao que temos visto atualmente, que é a saída de estudantes do particular para o público", concluiu Ferrarezi.

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