Escolas e unidades de saúde foram afetadas
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Edson Neves <br> Reportagem Local 
De acordo com a administração municipal, 24 unidades escolares foram afetadas mais seriamente, com alagamentos, infiltrações e destelhamentos. "Choveu dentro das salas de aula, materiais ficaram molhados e alguns computadores de secretarias também foram afetados. É uma quantidade considerável, pois são cerca de 20% das escolas", afirmou a secretária municipal da Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes. Deste total, sete não terão aulas nesta quinta-feira (18), sendo seis na zona norte: escolas Moacyr Camargo, João XXIII e David Dequech, CMEIs Kalin Youssef e Vanderlaine Ribeiro e CEI Silvana Lopes, e uma na zona oeste: CMEI Sandra Leme.
Não foram só as escolas que foram prejudicadas. Na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e na UEL (Universidade Estadual de Londrina) também faltou energia.
O secretário municipal da Saúde, Felippe Machado, declarou que o atendimento geral do Samu foi descentralizado para o posto da rua Dib Libos. Cerca de 12 unidades básicas de saúde tiveram que atender de forma parcial devido a alagamentos e por conta da falta de energia. "A princípio, todas reabrem normalmente na quinta", afirmou.
As UPAs de Pronto Atendimento do Jardim Sabará e Jardim do Sol ficaram sem energia, mas funcionaram por meio de geradores de energia, com autonomia para 24 horas, assim como a Maternidade Municipal e o Pronto Atendimento Infantil, que também não sofreram prejuízos no atendimento. A situação mais delicada ficou por conta do Caps III (Centro de Atenção Psicossocial) do Conjunto Alto da Boa Vista, na zona norte, que precisou ser fechado totalmente e seis pacientes tiveram que ser remanejados para a UPA do Jardim do Sol.
Classificando como "o pior desastre do ano", Evaristo Kuceki, secretário municipal da Defesa Social, buscou não apontar nenhum balanço oficial dos estragos, já que o telefone da Defesa Civil (153) continuava congestionado. Segundo ele, as regiões norte e oeste foram as mais afetadas. Os danos foram apenas na parte material.
No geral, quedas de árvore e destelhamentos foram a tônica da chuvarada. Mais de duzentas casas haviam sido destelhadas, segundo estimativa dos secretários. Nenhuma ocorrência com morte havia sido registrada. "A Defesa Civil possui 4 km de lonas no estoque, mas já pedimos que o Corpo de Bombeiros nos mandassem mais, para serem entregues à população", afirmou.
A decretação de estado de calamidade foi praticamente descartada pelo secretário. "(Estado de calamidade) é quando foge da capacidade orçamentária do Município. Acredito que não vai acontecer. Graças a Deus não tivemos vítimas, com isso vejo como remota a possibilidade de uma decretação de estado de calamidade pública."
O secretário de Governo, Juarez Tridapalli, garantiu que o prefeito Marcelo Belinati, que estava em viagem a Brasília, autorizou a utilização de recursos financeiros guardados pelo Município e também de uma força-tarefa dos servidores. Um balanço mais preciso deve ser feito nesta quinta para elaborar um cronograma de serviços corretivos.
Já a governadora Cida Borghetti afirmou, por meio de nota, que recebeu os relatos das fortes chuvas que atingiram Londrina, Cambé, Sarandi e outros municípios da Região Norte e "determinou à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros o pronto atendimento com apoio técnico e de materiais às prefeituras e à população atingida".


