Escolas de origem ficam no nome de sambistas famosos Beatriz Coelho Silva4/Mar, 15:38 Rio, 4 (AE) - Se há candidatos à fama que usam o carnaval para aparecer, os sambistas que trabalham o ano inteiro também ficam conhecidos por causa de suas escolas. Mesmo que mudem de agremiação, continuam usando o nome de origem. É o caso de dois puxadores de samba do Grupo Especial. A Viradouro tem Dominguinhos do Estácio, que guardou no nome a escola que lhe deu fama, hoje no Grupo de Acesso A. O mesmo ocorre com Paulinho Mocidade, hoje puxando o samba da Imperatriz. Exemplos de fidelidade são Neguinho da Beija-Flor, que já tentou tirar a escola de seu nome, mas nunca pensou em deixá-la, e Jamelão, cuja voz possante já lembra a Mangueira. Martinho da Vila alçou longos vôos desde quando fez sucesso emplacando seu primeiro samba-enredo na escola que lhe empresta o nome: Iaiá do Cais Dourado, que deu o campeonato para a Vila Isabel, em 1969. Entre os passistas, alguns nomes viraram lenda, como Gigi da Mangueira e as irmãs Marinho, do Salgueiro. E a fama sorriu para Delegado e Neide, mestre-sala e porta-bandeira da Mangueira, e Wilma Nascimento, ex-Portela, hoje Tradição. Hoje, a mais famosa é Selminha Sorriso, da Beija-Flor. Mas é da bateria que saem as celebridades do carnaval. Nilton Marçal era ritmista disputado, mas só ficou famoso pela elegância que conduzia a bateria da Portela. Caso diferente de Mestre André, inventor da paradinha da bateria da Mocidade Independente, que o Brasil só conheceu (e passou a prestar atenção) depois que Elza Soares estourou com o hit em sua homenagem.