Escolas abertas nos finais de semana
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sexta-feira, 15 de outubro de 2004
Lisandra Paraguassú<br>Agência Estado 
Brasília, DF- Duzentas escolas públicas de três Estados começarão, a partir do mês que vem, a abrir em todos os finais de semana. No lugar de aulas de matemática ou português, cursos de música, dança, esportes, teatro. O programa Escola Aberta, que tem como base o projeto Abrindo Espaços - da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) - foi lançado ontem pelo governo federal como política nacional. Apesar do início tímido - existem hoje 180 mil escolas públicas no País -, a intenção é, em 2005, já ter mil escolas funcionando nos finais de semana.
O orçamento para este ano é pequeno. São R$ 6 milhões, divididos entre os ministérios da Educação e Trabalho. Esportes e Cultura também entram, associando ao projeto programas já existentes - Segundo Tempo, no caso dos Esportes e Pontos de Cultura. Até 2007, o governo tem a previsão de investir R$ 95 milhões para garantir a abertura de escolas localizadas em áreas de risco social em todo o País.
''É um programa barato e com alto retorno social. Está salvando vidas, desenvolvendo a inclusão social e tem impacto para melhorar a qualidade da educação'', disse o representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein. O programa Abrindo Espaços, que deu origem à idéia do Escola Aberta, começou no País em 2000, com escolas de Pernambuco e Rio de Janeiro. Uma avaliação feita pela Unesco nesses Estados revelou uma queda de 80% na depredação das escolas e diminuição de 60% nos casos de violência. Hoje, o programa, em associação com prefeituras e governos estaduais, está em 7 mil escolas em todo o País, 5.360 delas apenas em São Paulo.
Ministério dos Esportes vai repassar às escolas 10 mil bolas de futebol, futsal, vôlei, handebol e basquete. Caberá à Unesco a avaliação do programa.
Piso- No Dia do Professor, o ministro da Educação, Tarso Genro, voltou a dizer que o governo federal pretende criar um piso salarial nacional para a categoria, mas não antes da aprovação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que ainda está em discussão com Estados e municípios. De acordo com o ministro, o piso só pode ser criado depois que houver garantia de recursos.


