Escola serve arroz com farofa
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quarta-feira, 02 de maio de 2012
Michelle Aligleri <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - No almoço de ontem, o cardápio das crianças da Escola Municipal José Gasparini, no Conjunto Farid Libos (Zona Norte de Londrina) foi arroz com farofa. Pais indignados procuraram a imprensa para denunciar a situação. A reportagem da FOLHA foi ao local e ouviu reclamações das próprias crianças.
''Ficamos quatro meses sem comer carne. Não tem mais comida na escola'', disse um menino. ''Todo dia no lanche a gente só tem chá com bolacha e na hora do almoço era só arroz e feijão'', completou uma colega. Quando questionadas sobre o que gostariam de comer na merenda, uma menina respondeu que queria ''um bife''.
O pai de uma das crianças disse que a situção está insustentável. ''Na imprensa só vemos denúncias contra a prefeitura. Uniforme e material escolar não foram entregues. Quiseram colocar ensino integral em Londrina, mas não há suporte para isso'', criticou.
De acordo com a secretária de Educação, Virginia Laço, foi servido no almoço arroz com farofa de legumes e ovo. Ela garantiu que havia carne na escola. ''Conversei com a merendeira e ela disse que não deu tempo para descongelar a carne para servir ontem por causa do feriado.''
Conforme a presidente do Conselho da Alimentação Escolar, Andreliane Godoy, a diretora da Escola José Gasparini não pediu mantimentos, como feijão, para a entidade. ''Temos no estoque e aguardamos solicitação'', comentou. A direção do colégio preferiu não conversar com a Folha.
Conforme Andreliane parte do estoque de merenda, principalmente arroz e feijão, está prestes a acabar em Londrina, provavelmente a partir do dia 15 de maio. ''Estamos cobrando medidas da prefeitura para acelerar a compra. Há sete meses a Secretaria de Educação já havia passado a solicitação para a Gestão Pública'', comentou. Virginia Laço não pôde dar uma posição sobre o andamento da licitação para compra de merenda ontem. ''Não tive retorno do Fábio Reali (secretário de Gestão Pública)'', alegou. A reportagem buscou contato com Reali, mas ele não retornou as ligações.


