Campinas, SP, 13 (AE) - Uma semana após ser palco de uma chacina que resultou na morte de três alunos, a Escola Estadual Núcleo Habitacional Vila Nova, na periferia de Campinas (SP), foi novamente alvo de violência, ontem à noite. O colégio foi arrombado e teve vários equipamentos roubados, entre eles aparelhos de TV, computadores e videocassetes. No final da manhã
a polícia prendeu o funileiro Robson de Souza Alves, 22 anos, suspeito de ter invadido a escola. Em sua casa foram encontrados alguns objetos levados do colégio.
A ação dos assaltantes, um dia antes do reinício das aulas, deixou moradores e pais de alunos apreensivos. Ontem, eles relembraram a tragédia, que deixou sete estudantes feridos, com uma missa. Hoje, dos 400 alunos matriculados no período da manhã, apenas cem compareceram às aulas. "Tenho medo de deixar meu filho aqui", admitiu a dona de casa Maria do Rosário de Freitas.
A polícia ainda não conseguiu prender Edmilson Fagundes de Souza Santos, suspeito de envolvimento na chacina. Ele já está com a prisão preventiva decretada pelo juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci. O motivo do crime seria vingança. À tarde, uma comissão de pais de alunos reuniu-se com o comando da Polícia Militar na área. Eles reivindicam patrulhamento ostensivo no local. Segurança - O zelador Milton César dos Santos, apontado pela polícia como um dos pivôs da chacina, foi afastado do cargo. A Delegacia Regional de Ensino instaurou hoje uma sindicância para apurar as denúncias. "Um dos motivos da invasão foi a falta de um zelador na escola. Estamos tentando providenciar o substituto o mais rápido possível", afirmou o diretor de Ensino, Antônio Ademir Schiavo.

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