Escola pode ser 'fator de combate' à discriminação
Curitiba - A diretora do Departamento da Diversidade da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Luciane Vanessa Fagundes Mendes, aponta que a escola pode ser um fator decisivo no combate ao preconceito contra os trans. ''A situação de toda a população LGBT é sempre muito complexa. É um tema polêmico, porque existe muito desconhecimento, muita desinformação por parte da sociedade'', afirma.
Segundo ela, foi pensando nessas questões que a secretaria instituiu, nos 32 núcleos de educação do Estado, coordenações de gênero e diversidade sexual, com o intuito de promover atividades de formação com os professores. ''Temos hoje um grupo de quase 30 mil profissionais, de 300 escolas, discutindo a diversidade. Mandamos materiais com vídeos, textos e propagandas, e eles fazem as discussões, acompanhados por um tutor. Depois, apresentam um plano de ação para os problemas que diagnosticam'', explica.
O presidente da ABGLT, Toni Reis, reconhece o esforço do Estado, mas afirma que o ritmo das ações ainda é lento. ''Estamos nesse processo de diálogo, tentando sensibilizar e capacitar as escolas para o direito à diversidade sexual. Mas a gente tem que acelerar essas discussões'', defende.(M.F.R.)





