Escola e saúde garantem o segundo lugar a Nova Olímpia
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2000
Vânia Moreira Enviada à Nova Olímpia 
Com índice de mortalidade infantil zero em 99 e todas as crianças na escola, Nova Olímpia (58 quilômetros a nordeste de Umuarama) ficou em segundo lugar no ranking das 50 cidades brasileiras com a melhor assistência às crianças de 0 a 6 anos de idade, segundo relatório do Unicef divulgado anteontem. Só perde para Águas de São Pedro, interior de São Paulo. A cidade recebeu a notícia ontem de manhã e comemorou a classificação. Ficamos surpresos e felizes em constatar que nosso trabalho deu tanto resultado a ponto de ficarmos em segundo lugar na pesquisa do Unicef, disse o prefeito Sidney Apolônio (PTB).
Nova Olímpia tem 5.268 habitantes dos quais 620 crianças na faixa de 0 a 6 anos. Mais da metade das famílias sobrevive do trabalho nas lavouras. Até meados da década de 90, o índice de mortalidade infantil girava em torno de 20 mortos para cada mil nascidos vivos. A evasão e a repetência escolar também eram altas. Agora estes índices estão próximos de zero. Para garantir saúde e escola para todas as crianças, a partir de 95 o município passou a investir quase 50% do que arrecada nestas duas áreas, ampliou a estrutura e criou mais de 15 programas integrados.
A capacidade da creche foi ampliada de 60 para 350 crianças. O município construiu uma pré-escola municipal, onde 300 crianças de 3 a 6 anos frequentam o maternal, o jardim e o pré. No início de cada ano letivo, os 60 professores e funcionários da secretaria de Educação fazem o que chamam de arrastão escolar, vão de casa em casa e matriculam ali mesmo alunos cujos pais não procuraram a escola. O município também distribui mais de 500 cestas básicas para evitar que crianças faltem à escola para ir para a lavoura com os pais.
Na área de saúde, todas as gestantes fazem o pré-natal e recebem, inclusive, flúor para garantir a futura dentição do bebê. O acompanhamento médico e odontológico prossegue depois do nascimento. Crianças com deficiência nutricional são pesadas mensalmente e recebem reforço alimentar, num trabalho conjunto da prefeitura e da Pastoral da Criança. O vigia noturno Cleber Cardoso de Souza, 38 anos, levou ontem a filha Janiane, de 1 ano e 7 meses ao posto de sa© úde para fazer a pesagem mensal. Como trabalha à noite e a mulher durante o dia, é Souza quem cuida dos dois filhos. A gente não tem nenhuma dificuldade para ser atendido e recebe toda a ajuda que precisa para manter as crianças sadias, disse.
Este ano, dos R$ 2,1 milhões que arrecadou, Nova Olímpia investiu R$ 762,8 mil (36%) em educação e R$ 339 mil (16%) em saúde. Sidney Apolônio deu continuidade ao trabalho iniciado pelo prefeito anterior, Luiz Sorvos, que se elegeu novamente este ano e tem como prioridade melhorar a estrutura para atender as crianças de 7 a 14 anos. Já estamos reivindicando verbas para projetos nesta área, adiantou a secretária de Educação, Ângela Zaupa.


