Escola do PR é premiada pela SBPC
Sid Sauer
De Campo Mourão
O trabalho Um lago pede socorro, apresentado por alunos do Colégio Santa Cruz, de Campo Mourão, no Noroeste do Paraná, foi premiado em Porto Alegre (RS), pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O trabalho, que aborda o problema do assoreamento do lago do Parque do Lago, no perímetro urbano da cidade, ficou entre os cinco vencedores do 42º Concurso Cientistas do Amanhã, que marcou o encerramento da reunião anual da SBPC.
Este ano não foi escolhido um único vencedor, mas premiados cinco trabalhos, informou o professor Mauro Parolin, que coordenou as pesquisas feitas pelos alunos do Santa Cruz. Esta foi a terceira vez que o colégio foi premiado pela SBPC nos últimos quatro anos. O primeiro prêmio veio em 1996, com um trabalho sobre o assoreamento na bacia do Rio Mourão. O segundo, em 1997, pesquisou a qualidade da água no lago da Usina Mourão.
O prêmio foi recebido pela aluna Ana Paula Afonso Rosa, do 2º ano do ensino médio. Ela fez o trabalho juntamente com Ivan Hattanda, 15 anos; Ísis Caroline Vareschi, 14 anos; Antonio Henrique Cereda da Silva, 16 anos e Eduardo José Galli Berloffa, também de 16 anos. Senti um enorme frio na barriga, mas no final tudo deu certo, contou Ana Paula. Ela teve que apresentar o trabalho para um grupo de pesquisadores da SBPC. O grupo realizou as pesquisas entre fevereiro e maio deste ano.
O concurso Cientistas do Amanhã é promovido pela SBPC desde 1957. Este ano, foram inscritos 76 trabalhos de estudantes de 11 estados do País. O Colégio Santa Cruz classificou quatro trabalhos entre os 25. Das 10 pesquisas finalistas que foram apresentadas em Porto Alegre, duas eram do Santa Cruz. O outro trabalho, Avaliação da qualidade do ar da cidade de Campo Mourão através da quantificação de liquens, recebeu prêmio de menção honrosa.
Para realizar a pesquisa premiada, os cinco estudantes de Campo Mourão ficaram quatro meses medindo a profundidade de vários pontos do lago e peneirando a terra retirada do seu fundo. Através da peneiragem, feita com sete peneiras, os alunos constataram a presença das chamadas partículas finas, que são o indicativo de que há assoreamento. De acordo com os alunos, ao ser barrado, o rio perde a força de carregar os resíduos, formando o assoreamento.
Já vamos começar no mês que bem os trabalhos visando o concurso do ano que vem, adiantou Parolin. Em 2000, a fase final será em Brasília. Entre os cinco trabalhos considerados vencedores, o Paraná teve outro prêmio, conseguido por uma escola de Lapa. O estudante Luis César de Lara apresentou a pesquisa Microbacia do Rio Calixto: levantamento dos fatores que estão comprometendo a qualidade da água que 20 mil lapeanos bebem.





