Escola deve ser liberada nos próximos dias
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - Os 360 alunos do Colégio Estadual Presidente Vargas, em Bela Vista do Paraíso (Região Metropolitana de Londrina), ficarão mais alguns dias estudando em outras instituições de ensino. A unidade, localizada no Distrito de Santa Margarida, foi interditada devido a rachaduras provocadas pela forte chuva de junho. As crianças são transportadas por um único ônibus cedido pela Prefeitura e a ''viagem'' de todo o grupo até o Centro dura pelo menos uma hora. O reinício das aulas no Presidente Vargas está previsto para o início da próxima semana.
''Gera um desconforto, eles reclamam bastante porque a primeira turma sai às 6h45. Eles têm que acordar mais cedo, se arrumar mais cedo. Para voltar também é um complicador, alguns chegam por volta das 13 horas. Tivemos que adaptar. Não iríamos conseguir se não fosse assim'', contou a diretora Lucia Sanfelice.
''Tem gente que vai em pé (no ônibus)'', reclamou o estudante Guilherme Alves. ''Sinto falta de lá (Presidente Vargas), já estava acostumado'', comentou o aluno Caio Vinícius Iquiene.
O Presidente Vargas foi interditado em virtude de problemas estruturais. O início do segundo semestre teve que ser adiado por duas semanas até que uma empresa terceirizada fosse contratada em caráter emergencial pelo Estado para fazer a reforma.
A Construtora Masconi recebe R$ 760 mil para reparar três colégios estaduais danificados em Bela Vista do Paraíso. As aulas são repostas aos sábados.
Enquanto as obras não ficam prontas, os alunos foram realocados em outras duas instituições de ensino da cidade. No Colégio Estadual Jayme Canet fica o grupo do período vespertino. A Escola Giga, que é particular, cedeu espaço para o pessoal do matutino.
''Lá (no Giga) não tem refeitório. Então eles têm que andar até o Jayme Canet, cerca de uma quadra, para comer. Os alunos ficam mais dispersos, como se houvesse um grande recreio de uma hora, e quando chegam dentro de sala estão suados e sempre pedem para sair para tomar água'', disse a diretora.
Doze operários trabalham até aos finais de semana na reforma do Colégio Presidente Vargas. A antiga fossa, que havia desabado, foi coberta com materiais e fechada. O pátio recebeu encanamento para melhor escoamento da água da chuva.
''Não está fácil, reforma não é a mesma coisa de fazer (uma obra nova). Estamos colocando sapatas, blocos de concreto, embaixo das áreas afetadas como a secretaria e a administração. Na cozinha, como tem encanamentos, está mais difícil'', explicou o mestre de obras Nelson Rubens.
''A construtora concentrou esforços para adiantar a obra e diminuir os transtornos. Planejamos a volta às aulas mesmo com as obras, bastam as salas serem liberadas. A área administrativa é mais fácil contornar'', revelou a chefe do Núcleo Regional de Educação, Lúcia Cortez.
''A gente está estudando isolar a área do estacionamento onde os materiais de construção ficam armazenados para evitar qualquer acidente. Haverá transtorno porque as aulas ocorrerão com o barulho de obra, higiene precária, mas dá para seguir adiante'', minimizou a diretora Lucia Sanfelice.


