Vânia Moreira
Em construção desde 1994, a Escola Agrícola de Umuarama deve ficar pronta até o segundo semestre deste ano. Segundo a Construtora Valente, empreiteira da cidade que assumiu a obra no final do ano passado, mais de 80% do complexo de 13,5 mil metros quadrados estão concluídos. ‘‘Estamos em fase de acabamento’’, informou o engenheiro Carlos Valente. Depois de quase dois anos paralisadas, as obras foram retomadas no final de 98, quando o Ministério da Educação liberou uma parcela de R$ 700 mil. Cerca de R$ 5 milhões já foram investidos na construção e calcula-se que será necessário mais R$ 1 milhão para pôr a escola em funcionamento.
O MEC aprovou o projeto de construção da Escola Agrícola em Umuarama no final dos anos 80. Na época, a comunidade se cotizou e doou o terreno de 60 alqueires, mas a obra levou mais de 10 anos para sair do papel. A construção só começou depois que o MEC fez alterações no projeto, diminuiu e simplificou a construção para reduzir o custo. Em 1996, o MEC se recusou a liberar novas parcelas dos recursos porque havia uma diferença de quase R$ 600 mil entre o montante repassado e as obras executadas. A Empreiteira Tucumann, de Curitiba, acabou desistindo do projeto e a Construtura Valente assumiu a conclusão da escola.
O colégio oferecerá cursos agrícolas em nível de 2( Grau, com três anos e quatro anos de duração. O estabelecimento tem alojamentos para 200 alunos em regime de internato, salas de aula, casas para funcionários e professores, auditório com capacidade para 200 pessoas , vestiários, restaurantes, uma fábrica de ração, um aviário e outras instalações para aulas práticas. Segundo a Construtora Valente, por falta de conservação, algumas instalações construídas primeiros já tiveram que ser reformadas e pintadas novamente.
Enquanto o prédio não fica pronto, a prefeitura tenta resolver outro impasse; quem vai assumir a manutenção e administração do colégio. O MEC constrói o colégio, mas não implanta o curso. O município está negociando com o governo do Estado para que as secretarias estaduais de Educação e Agricultura implantem os cursos técnicos. ‘‘O município pode colaborar, mas não tem condições de assumir a escola sozinho’’, sustenta o prefeito Fernando Scanavaca. De acordo com o prefeito, o governo tem interesse na proposta.

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