Assunção, 18 (AE-IPS) - O governo de unidade nacional do Paraguai está enfrentando sérias dificuldades para conter a ação de organizações de jovens, trabalhadores rurais e operários, além dos sem teto, protagonistas principais de sua chegada ao poder, em março. O vice-presidente do Senado, Gonzalo Quintana, do Partido Liberal, visitou o presidente Luis González Macchi hoje (18) de manhã em sua casa, em Assunção. Foi pedir ao mandatário, conforme disse depois, que "lidere o processo de redemocratização porque ele pode escapar de suas mãos".
Neste mesmo momento, trabalhadores rurais armados resistiam à tentativa da polícia de desalojá-los de terras ocupadas, grevistas ameaçavam invadir o Ministério de Obras para que o vice-ministro renunciasse e jovens participavam do enterro de uma colega, morta ontem em confronto com policiais quando exigia a quedasa do prefeito Roberto Medina, da cidade de Mariano Roque Alonso, perto da Capital, Assunção.
Depois da saída do presidente Raúl Cubas, em março, muitos dos que participaram das manifestações após a morte do vice, Luis María Argaña, reiniciaram os protestos para tirar também do poder outras autoridades ligadas ao ex-general Lino Oviedo, atualmente na Argentina. Estes movimentos já conseguiram que o governo interviesse no departamento central de Cordillera, na prefeitura de Ciudad del Este, na administração de portos e na Faculdade de Filosofia da Universidade Nacional de Assunção.
Em Ciudad del Este, funcionários continuam ocupando o prédio da prefeitura para impedir a entrada do prefeito Juan Carlos Barreto, enquanto esperam o interventor nomeado por Assunção.

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