Paris, 03 (AE) - O tênis é uma das modalidades esportivas que mais sofrem com a impossibilidade de se anunciar os horários dos jogos com antecedência. Com os principais torneios disputados a céu aberto, São Pedro pode mandar mais que o árbitro geral, o todo poderoso das competições de tênis. A chuva é a maior inimiga dos organizadores. Em torneios como Grand Slam, com chaves de 128 jogadores, entre homens, mulheres, simples e duplas, além de veteranos e juvenis, montar uma escala de jogos é quase como um jogo de xadrez.
Antes do início da competição já são anunciados os dias em que serão jogadas cada rodada, para o público poder escolher o que mais gostar para comprar os ingressos. Assim, já se sabia desde o início que o dia de hoje estava reservado para as semifinais femininas. Amanhã serão as duas semifinais masculina. No sábado, haverá a decisão entre as mulheres e domingo dos homens. Tudo se complica com o mau tempo e jogos muito demorados em que a falta de luz obriga a paralisação. Tanto por chuva, como por falta de luz, um jogo transferido de um dia para o outro, deve recomeçar na mesma quadra em que estava, só que no segundo horário.
Imagine, por exemplo, no caso de Fernando Meligeni. Ele jogou até tarde da noite, 21 horas, diante do marroquino Younnes El Aynaoui. Não seria conveniente que esta partida reiniciasse no dia seguinte no primeiro horário, às 10 horas. Os jogadores precisam de um tempo para despertar, tomar café, e fazer o aquecimento, com seu técnico ou outro companheiro, antes do jogo. Assim, enquanto não termina todos os jogos principais de quadras como a Central, nenhum árbitro geral ousa em divulgar a programação oficial.
Por isso, só mesmo no final do dia é que se conhece o horário dos jogos. Além disso, há ainda a influência das redes de tevê. Dependendo da nacionalidade dos jogadores, ele tanto poderá estar no primeiro, como no segundo ou terceiro horário.

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