Esboço do acordo pode começar até o fim da semana
Washington, 22 (AE-AP) - Com as conversações entre Israel e palestinos iniciadas de forma positiva, os Estados Unidos deram informações cautelosas sobre as perspectivas para um acordo de paz entre Israel e a Síria.
O porta-voz do Departamento de Estado , James P. Rubin, comentando uma entrevista que o presidente egípcio Hosni Mubarak deu ao jornal The Washington Post no Cairo, disse que "há ainda lacunas substanciais entre os lados e decisões duras a ser tomadas por ambas as partes". Em uma tentativa para acelerar um acordo final, o presidente Bill Clinton marcou um encontro no domingo em Genebra, Suíça, com o presidente sírio Hafez Assad.
Deste primeiro encontro entre os dois presidentes em seis anos, espera-se a retomada das negociações entre Israel e Síria, suspensas em meados de janeiro.
Mubarak viaja a Washington na sexta-feira e se encontra com o presidente norte-americano na terça. O presidente egípcio, que tem atuado como uma espécie de mediador, também vai se encontrar com o vice-presidente Al Gore e o secretária de Estado Madeleine Albright.
Um dos principais obstáculos para um acordo é o desacordo sobre quanto do território israelense será dado a Síria em troca de uma promessa de paz.
Assad está pedindo terras até o mar da Galiléia, uma fonte de Israel da preciosa água. O primeiro-ministro israelense acenou com a possibilidade de ceder pelo menos uma parte das Colinas de Golan, um ponto estratégico que a Síria perdeu na guerra de 1967.
O Post citou Mubarak como dizendo que a Síria e Israel estavam perto de um acordo através de discussões indiretas, não anunciadas, e que as questões a serem decididas nas conversações formais "não serão tão complicadas". Mas Rubin acredita que "não é apenas uma questão de processo. Há questões essenciais que estão pendentes e precisam ser solucionadas".
As negociações entre Israel e os palestinos, que ocorrem a portas fechadas em uma base aérea norte-americana, parecem mais promissoras. Segundo um oficial israelense, o esboço de um acordo pode começar até o fim da semana.
Rubin disse, entretando, que os negociadores ainda estavam discutindo e não tinham atingido o ponto de começar a preparar o acordo.
Os mediadores americanos Dennis Ross e Aaron Miller estavam à disposição, assim como Albright, que poderia ser alcançada por um telefonema. Clinton estava no sul da ásia.
A administração Clinton quer oferecer suas próprias propostas ao acordo, mas isso será feito mais tarde, se os negociadores palestinos e israelenses chegarem a qualquer impasse.
James Rubin disse que acredita que este processo será longo até que sejam superadas as diferenças de questões profundas. Segundo ele, há ainda uma quantidade enorme de trabalho a ser feito se Israel e os palestinos quiserem manter o prazo de 13 de setembro para a elaboração do acordo. Até lá terão que ser resolvidas as reivindicações palestinas para a criação de um Estado e para uma parte da cidade sagrada de Jerusalém, entre outras.





