De acordo com a nutricionista Thais De Brito, as crianças e adolescentes que vão à clínica têm uma alimentação de qualidade ruim e em quantidade inadequada. ''A propensão genética é importante, mas o fator determinante é o estilo de vida. Nossa sociedade promove o sedentarismo associado ao alto consumo de alimentos calóricos'', afirma o endocrinologista Fabiano Lago.
Para Lago, os pais são os principais responsáveis pelo problema de peso dos filhos. ''Tem aquele pai de filho com problema de peso que, independente de ser gordo ou magro, tem uma atitude de 'eu posso comer e você não' na mesa. Isso não funciona com a criança ou adolescente. Outro erro comum em família é o do irmão magro, que ganha a guloseima enquanto o gordinho fica só olhando''.
Dentre os problemas de sa© úde associdados ao excesso de peso como hipertensão, colesterol e diabetes, que também afetam crianças e adolescentes, Lago diz que o maior transtorno enfrentado por esses pacientes é o de autoestima.
Na opinião de Lago, não existem atividades físicas proibidas para a criança ou adolescente acima do peso. Mas é preciso levar em consideração o gosto e a aptidão de cada um na escolha. ''Geralmente o gordinho gosta de artes marciais, onde o peso é uma vantagem. Muitos pais colocam o filho no futebol e ele logo fica desestimulado'', conta.
De acordo com a instrutora de educação física do programa ''Estância Jovem - De Bem com a Saúde'', Ana Paula Cabral, antes de tudo, o paciente precisa passar por uma avaliação médica para analisar o tipo de atividade adequado.

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