Campo Grande, 02 (AE) - Valdeci Souza Oliveira, 27 anos, pai de três filhos, não pode se casar com Márcia, 27 anos, com quem vive há oito anos. Tudo porque Valdeci é do sexo feminino, segundo consta no registro de nascimento. Só agora ele descobriu o erro do cartório onde foi registrado no dia 4 de setembro de 1971, em Fátima do Sul, no Sul de Mato Grosso do Sul.
A descoberta aconteceu sábado passado, quando Valdeci foi se inscrever em um casamento coletivo, promovido pela Prefeitura Municipal de Campo Grande. A promoção é em comemoração ao centenário de emancipação da cidade, que será festejado no dia 26 de setembro próximo. A prefeitura vai pagar os casamentos de 1999 casais.
"Mulher não pode casar com mulher", disse-lhe jocosamente a recepcionista anotando o nome do interessado no casamento coletivo.
Valdeci mostrou carteira de identidade, titulo de eleitor, carteiras de reservista do Exército, provando sua condição masculina, mas nada adiantou. Para acertar a certidão de nascimento, apurou ser necessário contratar um advogado, entrar com o processo na Justiça e fazer exame médico.

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