Erro em licitação atrasa construção da nova cadeia de Londrina
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A nova cadeia pública de Londrina, prevista para ser construída na Rodovia João Alves da Rocha Loures, ao lado da PEL 2 (Penitenciária Estadual) e CCL (Casa de Custódia), zona sul, vai demorar um pouco para sair do papel. É que o diretor-geral da Paraná Edificações, Lucas Grubba Pigatto, precisou anular as licitações de outros três presídos prometidos para Ponta Grossa, Guaíra e Foz do Iguaçu. A decisão é de 4 de fevereiro e foi tomada porque, como as obras serão financiadas parcialmente com recursos federais, os editais deveriam ter sido publicados no Diário Oficial da União, o que não aconteceu.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do governo estadual explicou que a incorreção, classificada como "pontual", só foi percebida na fase de recursos administrativos. "Os vencedores ainda não haviam sido homologados para a execução dos serviços previstos. Com a anulação, foi cancelada somente a fase externa da licitação. Todos os trâmites anteriores permanecem válidos e estão aceitos pela Caixa Econômica Federal e pela PGE (Procuradoria Geral do Estado). Já houve processos anteriores que foram cancelados para ajustes nos projetos".
Ainda conforme o Palácio Iguaçu, os certames foram elaborados "por uma força-tarefa envolvendo, além da Paraná Edificações, a Secretaria de Segurança Pública e Departamento Penitenciário do Paraná". Apesar do erro, "o grupo de trabalho terá continuidade. As licitações devem ser concluídas ainda no primeiro semestre". Para Ponta Grossa, Foz e Guaíra, a abertura das propostas ocorrerá, respectivamente, para 27, 28 e 29 de março.
Em Londrina, a manifestação dos interessados ficará para mais tarde. A expectativa é que esta etapa aconteça na segunda semana de abril. Antes da anulação, os participantes se cadastraram no final de janeiro. A nova cadeia da cidade terá 752 vagas. O investimento máximo será de pouco mais de R$ 20 milhões. A verba faz parte dos R$ 84 milhões que serão aplicados nas outras penitenciárias. A construção deve demorar 450 dias, prazo que começa a ser contado após a assinatura do contrato com a empresa vencedora. "Começa ainda este ano", garantiu a assessoria do governo.


