Marcos Zanatta
De Maringá
A canalização de 60 metros do córrego Moscados, na área central de Maringá, acabou com uma erosão que ameaçava as casas de um dos lados da Rua Jaracatiá, na Vila Bosque. Os moradores comemoraram esta semana o final do aterramento dos tubulões e já fazem planos para ocupar o terreno onde existia um buraco com cerca de seis metros de profundidade.
O problema começou há mais de 20 anos. As galerias pluviais da Zona Dois e parte da Vila Operária terminavam todas dentro do Parque do Ingá, onde nasce o córrego Moscados. O grande volume de água provocou a erosão no leito do córrego.
Em alguns pontos, conta o aposentado José Santana, a voçoroca estava a menos de cinco metros da casa. ‘‘A gente se preocupava quando chovia muito porque o buraco podia engulir a casa com todo mundo dentro’’, exagera. ‘‘Mas graças a Deus, nunca aconteceu acidente com os moradores’’. Ele mora no local há 14 anos estava orgulhoso de ver a voçoroca aterrada. ‘‘Agora até nossas casas vão valorizar’’, dizia. A dona de casa Leonice Santana, que mora na Vila Bosque há mais de 30 anos, disse que o aterro era um ‘‘sonho’’ dos moradores.
No ano passado, quando a prefeitura começou a tapar a voçoroca, ela derrubou a casa de madeira que morava e está terminando de construir uma nova, de alvenaria. ‘‘Agora vale a pena investir aqui’’. Leonice espera ainda que a prefeitura libere parte do terreno onde existia a erosão para os moradores.
‘‘Sei que não podemos construir nada no aterro, mas quero plantar muitas árvores frutíferas’’, garante. O aterro, segundo o presidente do Serviço de Obras de Pavimentação (Saop), Ivo Barros, vai permitir também a abertua de uma rua no local, ligando a Vila Bosque à Vila Operária. ‘‘Hoje a Perimetral é a única ligação entre os dois bairros’’.

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