Erosão ameaça reconstrução de ponte
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segunda-feira, 25 de julho de 2005
Luciana Pombo<btr>Equipe da Folha 
Curitiba - Novas erosões ameaçam a estrutura do pilar que sustentava a ponte sobre o Rio Capivari-Cachoeira, na BR-116, que liga Curitiba a São Paulo. A ponte desabou no dia 26 de janeiro deste ano. As erosões demonstram que está havendo um deslizamento de terra que poderá desestabilizar projeto de construção da ponte, que deve ser licitada nos próximos meses. Estudo para verificação das condições da erosão foi realizado pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e deve ser divulgado hoje.
''As novas erosões é que estão nos preocupando. É um fato novo. Estávamos monitorando constantemente a região e tínhamos indicativos de que tudo estava entrando num período de estabilização. Nos últimos 15 dias, observamos a aceleração deste material. O nosso cuidado é para que o material não venha a afetar o pilar da ponte que caiu'', disse David Gouvêa, coordenador do Dnit do Paraná.
Os técnicos ainda não sabiam ontem se os deslizamentos estavam sendo ocasionados pela chuva ou pela própria represa. Há a possibilidade de ser decretado novo período de emergência para que as obras, previstas para durar um ano, sejam iniciadas imediatamente, dispensando a licitação, cujo processo pode demorar três meses. ''Temos coragem para decretar outro período de emergência, se for o caso. O que não dá é para esperar e correr o risco de ter que mudar o projeto depois'', disse Gouvêa.
Neste fim de semana, o coordenador de Construções do Dnit de Brasília, Mauro Campos Lima, examinou as alternativas de projeto e avaliou as condições do pilar da ponte que caiu. Por enquanto, a outra ponte está recebendo todo o tráfego de veículos, de ida e volta (Curitiba-São Paulo-Curitiba). ''É a única saída que temos. A única passagem. Por enquanto vamos ter que mantê-la em funcionamento. Mas não dá para prever quanto tempo ela vai conseguir funcionar normalmente. Uma obra de arte é como um ser vivo: nasce, cresce e tem vida útil'', argumentou o coordenador do Dnit. Se forem detectados problemas que forcem soluções emergenciais, a BR-116 poderá operar em meia pista.
''Estamos evitando e, por isso, analisando sempre a movimentação na ponte que restou. Brigamos para manter o fluxo normal, já que teríamos transtornos em meia pista. As filas chegariam fácil a mais de dez quilômetros. Só faremos isto, se houver mesmo necessidade. Em qualquer situação emergencial, não teremos dúvidas no sentido de prevenir acidentes'', considerou. O Dnit orienta que o fluxo sobre a ponte seja feito em baixa velocidade, para evitar vibrações desnecessárias que podem agravar a situação.


