São Paulo, 30 (AE) - O empresário Antonio Ermírio de Moraes, superintendente do Grupo Votorantim, e o governador Mário Covas, concordam em um ponto na futura privatização da Cesp Paraná, que terá o seu leilão programado para o primeiro semestre do próximo ano: a empresa deve ser dividida em duas, pois quem ganhar ficará com o poder de 7 mil megawatts nas mãos. Os estudos para a cisão da Paraná já foram iniciados. Covas confirmou o seu desejo de cisão, por entender que a empresa é muito grande para ficar em poder de uma só companhia.
O estudo da cisão, antes de ser encaminhado ao Programa Estadual de Desestatização (PED), será submetido ao governador, que foi quem o pediu ao vice-governador, Geraldo Alckmin e ao secretário de Energia do Estado, Mauro Arce. O certo, disse Antonio Ermírio, é que se faça a cisão. "Seria interessante para São Paulo que 7 mil megawatts não ficassem nas mãos de uma só empresa", afirmou.
Ele salientou que a holding VBC, que é formada pela Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa, participarão dos próximos leilões, "mas com um pé atrás e preparadas até com financiamentos internacionais ou com parceiros internacionais, para evitar o que ocorreu no último leilão, quando fomos surpreendidos pela mudança de posição do BNDES".
Disse ainda que a decisão da VBC é entrar na área de geração para evitar que suas distribuidoras tenham problemas no futuro com grupos internacionais. "Por isso mesmo que estamos investindo em térmicas também, como a de Carioba", afirmou.

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