São Paulo, 10 (AE) - O empresário Antonio Ermírio de Moraes, diretor do Grupo Votorantim, defendeu hoje uma política especial para o gás natural, até com subsídios, para que garantir geração de energia elétrica através de usinas térmicas. "Se não fizermos isto, corremos o risco de ter blecautes já em 2001 a 2002", advertiu.
Hoje, segundo ele, a situação já é precária, com os reservatórios das hidrelétricas abaixo dos níveis normais, como é o caso de Sobradinho, com 32% de seu reservatório, e outras hidrelétricas do São Francisco. "Corremos risco de falta de energia, e da prática de racionamento. Por isso não podemos ficar discutindo por muito tempo. Temos que resolver esta questão do gás rapidamente", disse.
Ermírio salientou que o gás é um produto marginal, não significando investimentos ou custos para a Petrobrás. "Por isso deveria ter um custo menor. Por que não aplicar no País um preço internacional do gás? Por que não fazer uma cesta de preços internacionais e tirar uma média para o gás. Isso seria sensato. Hoje mais de 85% do gás produzido no País saem dos poços de petróleo", argumentou.
O empresário disse que a Petrobrás deve negociar um ajuste. "Com uma política só para o gás, seria mais fácil. O gás para as térmicas é essencial. O governo tem um programa para gerar pelo menos 11 mil megawatts com o gás natural. Precisa fazer isto. Estamos vivendo perigosamente. Se a economia crescer rapidamente, não teremos energia para atender as necessidades do País."
àleo - Ele lembrou também que o governo deve prestar atenção ao óleo combustível, cujo o preço no País é superior ao praticado em outros países, encarecendo os produtos nacionais. "É preciso que se analise isto com mais profundidade, para evitar que as perdas do País se ampliem."

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