São Paulo, 27 (AE) - O presidente do Grupo Votorantim, Antônio Ermirio de Moraes, disse hoje que o BNDES "não teve consideração com a VBC". O empresário criticou o financiamento para a AES e o fato de as mudanças nas regras do leilão da Cesp Tietê terem acontecido na véspera. "Se eu for a Washington o Tesouro americano não vai me financiar nada; muito pelo contrário; eu vou é ser expulso", disse, em mais uma crítica ao financiamento para empresas estrangeiras no leilão de hoje.
Ermírio de Moraes explicou que o consórcio composto pelo Grupo Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa não apresentou nenhuma proposta hoje de manhã "porque não tinha cabimento". Ele disse que a VBC não poderia competir com o capital estrangeiro, que leva a vantagem da valorização do dólar. Ele lembrou que além da vantagem da moeda, a AES contou com o financiamento.
"Eu sou favorável à entrada de capital estrangeiro desde que eles tragam o seu próprio dinheiro", disse. O empresário não revelou se pretende participar do leilão da Cesp Paraná no ano que vem. Mas acrescentou: "Só falta agora eles quererem comprar a CPFL, mas isso eu não vou deixar".

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