São Paulo, 20 (AE) - Entre os grupos que defendem a adoção da faixa de 1,9 GHz para o PCS no País, estão a Ericsson e a Lucent. A Lucent afirma, segundo o informe especializado "Análise Telecomunicações", que está numa posição muito confortável para defender essa faixa porque fabrica equipamentos para todas as tecnologias. Mas ressalta que, se o Brasil não seguir a decisão adotada pela Citel, de pôr o PCS na faixa de 1.9 GHz, que está sendo usada por todos os países das Américas (do Canadá à Argentina), vai tornar inviável as exportações dos terminais fabricados aqui para todos esses países. "Não existe nenhuma operação em 1,8 GHz na região", ressaltou o representante da empresa, Fábio Coronado. Ele lembrou ainda que, apesar de os defensores da outra faixa alegar ser possível o roaming nacional e internacional, não são fabricados, até agora, terminais para suportar, de forma simultânea , serviços nos padrões GSM/TDMA.
A Ericsson informa que as indústrias aqui instaladas fizeram os investimentos com base na decisão tomada pela Citel em 1995, quando foi escolhida a faixa de 1,9 GHz para o ingresso do PCS nas Américas.
"Investir não é só montar fábrica; é cuidar da assistência técnica, da engenharia; e esses investimentos não podem ser colocados de lado", afirmou Jaime Rodrigues, da Ericsson, para quem o Brasil havia tomado a posição, quando referendou a decisão da Citel.

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